WASHINGTON, DC — O governo Trump enfrenta crescente pressão política após anunciar um novo acordo de cooperação nuclear com a Arábia Saudita, uma proposta que gerou debates entre legisladores sobre segurança nacional, proliferação nuclear e política externa dos EUA.
Diversos membros do Congresso americano solicitaram audiências formais para examinar o acordo, argumentando que a proposta não inclui as mesmas salvaguardas rigorosas exigidas em parcerias nucleares anteriores dos EUA. Os críticos afirmam que permitir que a Arábia Saudita enriqueça urânio internamente poderia aumentar o risco de desenvolvimento de armas nucleares em uma região já instável. Os defensores do acordo argumentam que o fortalecimento da cooperação com a Arábia Saudita é essencial para manter a influência estratégica no Oriente Médio e apoiar o desenvolvimento energético a longo prazo. Autoridades do governo afirmaram que a proposta contém salvaguardas destinadas a impedir o uso militar da tecnologia nuclear.
O anúncio intensificou as divisões políticas em Washington, com alguns legisladores comparando a proposta a acordos anteriores dos EUA na região e exigindo maior transparência antes de qualquer aprovação final. Analistas preveem que o assunto se tornará um tópico importante de debate no Congresso nas próximas semanas.
A controvérsia surge também num momento em que os Estados Unidos continuam a lidar com desafios de segurança mais amplos no Médio Oriente, tornando o acordo proposto um dos desenvolvimentos de política externa mais acompanhados do ano.